Ao longo do passado dia 15 de Junho, tiveram lugar em Oliveira de Azeméis mais umas Jornadas de Protecção e Socorro organizadas pelos bombeiros oliveirenses. A iniciativa marcou o arranque das comemorações do 107º aniversário da AHBVOA.

“Com as escolas de infantes e cadetes, se não ganharmos um bombeiro, teremos um cidadão consciente e sensível para as questões da segurança”.

Paulo Vitória terminou, assim, a sua apresentação – ‘Garantia de futuro’ – , a qual, à semelhança das outras que, anteriormente, já tinham sido feitas, versou o tema das escolas de infantes e cadetes (EIC), com especial destaque, claro está, para a da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis (AHBVOA), criada há oito anos.

O comandante do corpo ativo foi um dos que, ao longo da manhã do passado dia 15 de junho, intervieram no auditório do edifício ‘Praça da Cidade’, no âmbito das III Jornadas de Proteção e Socorro organizadas pela AHBVOA, que, neste momento, está a comemorar 107 anos.

Aliás, esta iniciativa – que trouxe à cidade de Oliveira de Azeméis ‘soldados da paz’ de outras corporações do país e que, além de painéis temáticos, contou com a formatura da Escola de Infantes e Cadetes e uma sessão de abertura – marcou o arranque das comemorações do aniversário da AHBVOA.

Contributo da Escola de Infantes e Cadetes

Neste ano lectivo 2012/2013, prestes a terminar, a EIC tem 53 infantes e cadetes, número que – segundo Ana Margarida Moreira, que foi quem idealizou este projecto há oito anos – decresceu em comparação com os dos anos anteriores, mas que a responsável quer  “crer que se trata apenas de uma fase e que, já neste próximo ano, o número vai aumentar”.

Também a oficial de 2ª e coordenadora da Escola de Infantes e Cadetes foi convidada para falar deste “[seu] sonho já com oito anos”, o qual, de acordo com Paulo Vitória, “contribuiu para o orgulho de se vestir a farda”.

“Hoje, dificilmente, aparece um bombeiro mal fardado”, disse o comandante, chamando a atenção ainda para o facto de “a média de idades do corpo ativo ter baixado”, também graças à EIC.

Para Paulo Vitória, a Escola de Infantes e Cadetes é, igualmente, “importante por questões relacionadas com a cidadania e a consciencialização social”.

Vanessa Tavares, psicóloga afeta ao Gabinete Psicossocial da AHBVOA, e Rosa Quinta, bombeira e ex-aluna da EIC, foram as outras duas convidades da manhã, tendo a primeira abordado os ‘benefícios da integração das crianças e dos adolescentes na Escola de Infantes e Cadetes’ e a segunda partilhado o seu percurso ‘de cadete a bombeira’.

Da parte da tarde, houve lugar à abordagem de assuntos relacionados com o dia a dia de qualquer corpo ativo como, por exemplo, ‘abordagem ao politraumatizado’ e ‘acidentes multivítimas’. Isto, por técnicos da Escola Nacional de Bombeiros.

Nota ainda para uma exposição de fotografia da autoria do jornalista Francisco Manuel que esteve patente na altura.

(GISÉLIA NUNES – Correio de Azeméis, 25 de Junho de 2013)

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